CARACTERIZAÇÃO LOCOMOTORA NA PATOLOGIA CHAGÁSICA EM MODELO MURINO

Autor(es): Diego Ribeiro Rabelo; Vitor Guida de Souza; Bruno Teixeira Goes; Marcos André Vannier dos Santos; Diego Silva Menezes; Abrahão Fontes Baptista

Introdução: A patologia chagásica é uma doença negligenciada causada pelo parasito intracelular trypanosoma cruzi e foi descoberta há mais de 100 anos por Carlos Chagas. Existem várias cepas de trypanosoma cruzi e elas representam subespécies com base em características intrínsecas como composição antigênica, morfologia, suscetibilidade à quimioterapia, padrões isoenzimáticos e perfis genômicos do DNA do cinetoplasto bem como na relação parasito-hospedeiro. Estima-se que a doença de Chagas seja responsável por afetar aproximadamente 18-24 milhões de pessoas, levando ao óbito cerca de 50.000 indivíduos por ano. A lesão tecidual causada pelo trypanosoma cruzi tem sido atribuída a processos como persistência parasitária e resposta inflamatória. O nível de acometimento de um determinado órgão depende de elementos e influência do parasito sobre virulência, quantidade de parasitos, tropismo, imunogenicidade das diferentes cepas e efetividade da resposta imune do hospedeiro. Em modelos animais a limitação da função locomotora de camundongos infectados por t. cruzi se torna visível após a fase aguda, apresentando perda de massa muscular e paralisia flácida principalmente nos membros posteriores. A combinação de inflamação e desnervação levam a uma complexa remodelação de unidades motoras com coexistência de um brotamento axonal e reinervação de fibras musculares desnervadas. Posteriormente, haveria alargamento do espaço entre unidades motoras, com redução do número de fibras musculares dentro de uma única unidade motora, limitando a ativação neuromuscular quando a inflamação está ativa. Objetivo: O projeto objetiva caracterizar o perfil locomotor de animais infectados experimentalmente com uma cepa miotrópica de trypanosoma cruzi e, posteriormente, correlacionar com os dados ultraestruturais e bioquímicos. Cabe salientar que os achados patológicos em modelos murinos são extrapoláveis aos seres humanos. Metodologia: Este trabalho trata-se de um estudo experimental de intervenção, controlado. Serão utilizados 60 camundongos suíços, fêmeas, pesando de 15 a 20 gramas, provenientes do biotério do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz/ FIOCRUZ, Bahia.

Palavras-chave: locomoção. doença de chagas. mus musculus.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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