CARACTERIZAÇÃO ULTRAESTRUTURAL E FUNCIONAL DA INFECÇÃO

Autor(es): Guida V.S.; Rabelo D.R.; Goes B.T.; Baptista A.F.; Menezes D.

Introdução: A doença de Chagas afeta mais de 20 milhões de pessoas no mundo, matando cerca de 50.000 pessoas por ano. A patogênese da lesão tecidual decorrente da ação do trypanosoma, cruzi é atribuída a diversos processos que atingem músculos, sistema nervoso e órgãos. Independente da origem, o processo inflamatório crônico nos órgãos aparenta ser o mecanismo basal de lesão. O sistema neuro-motor, tanto na fase aguda quanto na fase crônica, sofre diversas alterações, como por exemplo, disautonomia, diversos sinais de degeneração nervosa periférica, paralisia flácida de membros posteriores e perda de massa muscular. Dessa forma, estas alterações influenciam diretamente na condução nervosa e, consequentemente, na efetivação das funções locomotoras, seja em humanos ou em animais. O fármaco usado para o controle da doença no Brasil é o benzonidazol, porém, sua eficiência é limitada e possui muitos efeitos colaterais. Faz-se necessário, então, um melhor entendimento da patologia chagásica, para que assim, possam ser desenvolvidas novas estratégias terapêuticas. Atualmente, pouca atenção é direcionada para o comprometimento do sistema neuromuscular em indivíduos infectados pelo t. cruzi na fase aguda e principalmente na fase crônica da infecção. O presente estudo, contará com o apoio de uma equipe formada por profissionais com ampla experiência em bioquímica, parasitologia, microscopia eletrônica, regeneração nervosa periférica e testes funcionais para camundongos. Metodologia: Serão realizadas as avaliações: funcional, ultraestrutural e bioquímica, objetivando obter dados fiéis sobre a patologia, seus acometimentos e as respectivas influências no perfil locomotor dos camundongos. Objetivos: O objetivo final do trabalho é avaliar a funcionalidade de animais infectados experimentalmente com a cepa reticulotrópica y de trypanosoma cruzi e, posteriormente, correlacionar com os danos ultraestruturais e bioquímicos, traçando assim seu perfil locomotor. Cabe salientar que os achados patológicos chagásicos em modelo murino são similares aos seres humanos, sendo assim, passíveis de extrapolamento.

Palavras-chave: doença de chagas. perfil locomotor. biomarcadores.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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