FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES PARA PREVENÇÃO À SAÚDE: ETNOPARASITOLOGIA EM UM REMANESCENTE DE COMUNIDADE QUILOMBOLA NO MUNICÍPIO DE SÃO FRANCISCO DO CONDE, SALVADOR-BAHIA

Autor(es): Artur Gomes Dias Lima; Hilca Rocha Lopes Sorais; Sidney Carlos de Jesus Santana

Atualmente, milhões de brasileiros sobrevivem em regiões com altas taxas de mortalidade infantil e inúmeras doenças e deficiências nutricionais, que se agravam principalmente na zona rural. Ainda, a falta de investimentos em infraestrutura, a ausência de políticas básicas de saúde, de educação e de assistência social, e a própria carência de água para consumo, agravam a vida desses indivíduos. Aproveitam-se desse contexto as enteroparasitoses, consideradas um dos principais problemas de saúde publica no Brasil. Existe entre as parasitoses intestinais uma intima relação quanto às fontes de infecção, associadas ao solo; o consumo de vegetais crus ou mal lavados e a água contaminada. O solo e a água, utilizados na agricultura e na comunidade como um todo, são elementos expositores a doenças parasitárias. A desnutrição e a falta de conhecimentos profiláticos que expõem os indivíduos, principalmente crianças, a aquisição de doenças parasitárias, frequentes na região, em especial a esquistossomose. Este projeto tem o objetivo de exercer tarefas destinadas ao manejo do ambiente, visando criar ferramentas para formação de multiplicadores na comunidade para atuarem na melhoria da qualidade de vida e saúde, dentro do ramo da etnoparasitologia. O estudo iniciou os trabalhos em janeiro de 2010 em uma Comunidade Quilombola Monte Recôncavo, no município de São Francisco do Conde, composta por 800 famílias quilombolas. O trabalho está sendo desenvolvido com dez alunos de ensino médio selecionados em escolas públicas. A segunda etapa será realizada em setembro de 2010 no Campus Cabula III da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública na observação em microscópios bacteriológicos e estereocópicos, coleções de lâminas definitivas de parasitas e vetores. Para a conclusão do trabalho os alunos capacitados iniciarão o processo de difusão de conhecimentos por meio de palestras, de controle das doenças parasitárias relacionadas com a comunidade.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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