AVALIAÇÃO DO PAPEL DA AUTOFAGIA NO METABOLISMO LIPÍDICO DE PACIENTES COM ESTEATO-HEPATITE NÃO ALCOÓLICA

Autor(es): Christiana de Freitas Vinhas; Juliana Ribeiro de Freitas; Luiz Antonio Rodrigues de Freitas; Patrícia Sampaio Tavares Veras

A doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD, “nonalcoholic fatty liver disease”) consiste em acúmulo de gordura no fígado sem associação com uso de álcool. A esteato-hepatite não alcoólica (NASH, “nonalcoholic steatohepatitis”) é uma NAFLD na qual observa-se além de esteatose, inflamação, balonização hepatocelular e/ou fibrose. NASH pode evoluir para cirrose e tem correlação positiva com obesidade e resistência periférica à insulina. A autofagia é essencial para regulação e manutenção da homeostase em organismos multicelulares. A gordura no fígado pode ser armazenada em vesículas de gordura (“lipid droplets” – LDs). Estudos mostraram que em fígados de camundongos com NASH, observa-se presença de LC3, proteína da via autofágica, em membranas de LDs. Estes dados sugerem que a autofagia contribui na fisiopatologia da NASH. Até o momento, não existem evidências da participação da autofagia no desenvolvimento das lesões hepáticas de seres humanos com NASH. O presente projeto visa avaliar a associação entre gravidade da esteato-hepatite e presença de marcadores de autofagia em fígados de pacientes com NASH. Para isso, biópsias hepáticas de 40 pacientes com obesidade mórbida foram avaliadas. Dos 40 pacientes biopsiados, 39 (97.5%) preenchiam critérios para NASH e apenas 1 (2.5%) não apresentava alterações histopatológicas no fígado. Dentre os portadores de NASH, todos mostraram esteatose de discreta a intensa. As 39 biópsias apresentaram balonização de discreta a moderada e todas mostraram inflamação. Cinquenta por cento dos casos mostraram fibrose peri-sinusoidal e um dos casos apresentou fibrose com septos, delimitando porções de parênquima hepático. Estes dados mostram que em indivíduos obesos sem sintomas de doença hepática prévia observa-se altíssima prevalência de NASH. Além disso, apontam para a importância em compreender os mecanismos fisiopatológicos dessa doença. Para avaliar a associação de NASH com autofagia, será realizada imunomarcação com anticorpos antiperlipina, constituinte de vesículas de gordura, e anti-LC3.

Palavras-chave: esteato-hepatite. autofagia. fígado.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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