HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA: UM PROBLEMA DO COTIDIANO

Autor(es): Evangelista Santos de Souza; Gabriela Santos Lopes; Andrea Nóbrega Cavalcanti; Céres Mendonça Fontes

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma breve revisão de literatura a respeito da hipersensibilidade dentinária, sobre a percepção de diferentes autores. A hipersensibilidade dentinária foi definida como dor transitória, que provém da dentina exposta tipicamente em resposta a estímulos químicos, térmicos, tácteis ou osmóticos que pode não ser explicada como surgimento de qualquer outra forma de defeito ou patologia dental. De acordo com a literatura consultada, tem-se que as principais causas da hipersensibilidade dentinária são: escovação exagerada, uso de dentifrícios abrasivos, ingestão de alimentos e bebidas ácidas, regurgitação de conteúdos gástricos e tensão oclusal. A dentina apresenta túbulos em toda sua espessura, os quais são preenchidos pelos prolongamentos de células especializadas, os odontoblastos. O número de túbulos dentinários aumentam consideravelmente da parte média até próximo à polpa, o que pode ser explicado pela convergência dos mesmos à medida que se aproximam da cavidade pulpar. Os túbulos são separados por dentina intertubular composta por matriz de colágeno tipo I e hidroxiapatita, a qual varia com a localização. A maior parte dos tratamentos recomendados na literatura para a hipersensibilidade envolve a obliteração dos túbulos dentinários para diminuir a transmissão de estímulos nervosos e, entre os mais usados estão: gel fluoretado, vernizes cavitários e dentifrícios à base de cloreto de estrôncio e nitrato de potássio também será discutida. O tratamento deve agir rapidamente, ser efetivo por longos períodos, ser de fácil aplicação, não ser irritante à polpa, não causar dor, não manchar os dentes, e ser constantemente efetivo. No entanto, a eficácia desses tratamentos está diretamente relacionada a um correto diagnóstico e planejamento da atuação do cirurgião dentista em cada situação clínica.

Palavras-chave: hipersensibilidade. túbulos dentinários.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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