AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO TRAUMA RAQUIMEDULAR NO HOSPITAL GERAL DO ESTADO DA BAHIA

Autor(es): André Zimmermann; Igor Barbosa Ribeiro; Rafael Marcelino Oliveira

Introdução: O Trauma Raquimedular (TRM) envolve agressão à coluna vertebral, com acometimento da medula espinhal e/ou de seus envoltórios, que pode ocasionar alterações neurológicas graves, tais como: danos nas funções motora, sensitiva e autônoma. O dano à medula espinhal varia de uma concussão transitória, da qual o paciente recupera-se completamente (contusão, laceração e compressão da substância da medula) até uma transecção completa da mesma, tornando o paciente paralisado abaixo do nível da lesão traumática. Hoje, as causas externas – que incluem acidentes automobilísticos, incidentes com armas de fogo e arma branca, queda e mergulho em águas rasas – constituem o principal mecanismo da lesão supracitada. A revisão literária aponta que esse tipo de lesão é passível de prevenção por meio de campanhas educativas e de esclarecimento junto à população, além de reduzir os custos com internamentos para o Sistema Público de Saúde. Objetivo: avaliar as características epidemiológicas dos pacientes com diagnóstico de traumatismo raquimedular internados na ala de TRM do Hospital Geral do Estado da Bahia (HGE). Metodologia: Será realizado um estudo retrospectivo através de análise de prontuários, a partir de ficha clínica padronizada, dos pacientes atendidos no HGE, com diagnóstico de TRM, durante o período de janeiro a junho de 2010, a fim de identificar as principais causas de TRM e as possíveis complicações neurológicas na população estudada; analisar o gênero, a faixa etária e a procedência dos pacientes acometidos com a lesão; quais os segmentos vertebrais mais frequentemente lesados. A avaliação das características epidemiológicas do TRM poderá proporcionar a construção do perfil do “traumatizado raquimedular” na Bahia e direcionar o desenvolvimento de estratégias preventivas adequadas à realidade específica do estado.

Palavras-chave: trauma raquimedular. perfil epidemiológico. causas externas.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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