FATORES PROGNÓSTICOS NA NEUROCRIPTOCOCOSE

Autor(es): Souza, N.M.; Mascarenhas-Batista, A.V.; Sacramento, E.

Introdução: Nos últimos 20 anos, a incidência da infecção causada pelo cryptococcus neoformans cresceu significativamente. A despeito dos avanços no entendimento da doença criptocócica e no desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, a letalidade e a taxa de recidiva da doença ainda permanece elevada. Objetivo: Estudar os fatores demográficos, clínicos e liquóricos que interferem na evolução da neurocriptococose, identificando quais destes fatores estão mais envolvidos na letalidade da doença. Casuística, Material e Método: Estudo dos fatores prognósticos a partir de uma coorte retrospectiva de 75 pacientes admitidos no Hospital Couto Maia, Salvador, Bahia, Brasil, no período de 2000 a 2009, com diagnóstico de meningite criptocócica. Os dados obtidos através de prontuários foram armazenados e analisados no programa estatístico SPSS 14.0 para Windows. Resultado: 70,7% dos pacientes eram do sexo masculino, 89,3% tinha sorologia conhecida para HIV, sendo positiva em 53,3%. 53% apresentavam sintomas entre 14 e 30 dias. Foi encontrada menor celularidade no líquido cefalorraquidiano (média de 92 vs 342,2) e maior percentagem de líquor com citoquímica normal nos pacientes HIV positivos. A letalidade foi de 20,9%. Comprometimento do nível de consciência foi associado a maior letalidade. Maior frequência de óbito foi encontrada entre os HIV positivos e naqueles que não realizaram punção lombar sistemática como método terapêutico da hipertensão intracraniana. Conclusões: Pacientes HIV positivos podem apresentar características clínicas e liquóricas não encontradas habitualmente na meningite criptocócica. Rebaixamento do nível de consciência foi o único preditor independente de letalidade na população estudada.

Palavras-chave: HIV. retrovírus. neurologia.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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