CRIANÇAS CARDIOPATAS: IMPACTOS PSICOLÓGICOS DO ADOECIMENT

Autor(es): Juliana Bomfim Silva de Menezes; Lilian dos Santos Bastos

A criança portadora de cardiopatia congênita sofre um desgaste psicológico devido à necessidade de conviver com a doença desde o nascimento, necessitando de cuidados específicos. A hospitalização infantil desempenha um papel importante na manutenção da saúde de crianças enfermas, porém também é vista pela criança como ameaçadora e causadora de ansiedade. Quando esta decorre de doenças cardíacas, as reações podem ser intensificadas, pois o coração é definido como órgão vital, centro motor da circulação do sangue e suposta sede da sensibilidade moral, das paixões, sentimentos, amor e afeto. A presente pesquisa teve como objetivo geral compreender os impactos psicológicos no adoecimento de crianças portadoras de cardiopatias congênitas. As reações apresentadas pela criança frente à internação e a doença vão ser definidas pelo nível de desenvolvimento psíquico e cognitivo, do grau de apoio familiar, do tipo da doença e das atitudes da equipe de saúde. Assim, é fundamental que os profissionais de saúde desenvolvam uma visão mais integral do paciente, de modo a promover melhor qualidade de vida. O psicólogo tem como objetivo acompanhar o paciente cardíaco, a família e a equipe de saúde, conhecer e cuidar dos aspectos emocionais a partir da escuta do paciente, e, desse modo, promover uma melhor qualidade de vida, para que, de forma mais integral possível, a criança possa entender a hospitalização e a doença. Pode-se perceber que a preparação psicológica torna-se eficaz, pois possibilita a continuidade do desenvolvimento infantil, minimizando os efeitos decorrentes do adoecimento, no que tange a simbolização do órgão coração.

Palavras-chave: criança cardiopata. papel do psicólogo. hospitalização.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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