PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES POSTURAIS EM ESCOLARES DA CIDADE DE SALVADOR E SUA CORRELAÇÃO COM DORES RECORRENTES E FATORES SOCIOAMBIENTAIS

Autor(es): Juliana Oliveira Brito; Vanessa Salgado Silva; Tamiles Nascimento Lopes dos Santos; Kátia Nunes Sá

Problemas físicos na infância constituem fator de risco para disfunções na fase adulta. Dados epidemiológicos apresentam altas prevalências de alterações posturais em crianças que, quando persistentes, originam desconforto, dor ou incapacidade. Objetiva-se identificar alterações posturais prevalentes nos escolares relacionando com fatores associados. Trata-se de estudo observacional de corte transversal, com escolares de 7 a 12 anos de escolas do distrito de Brotas. Aplicou-se um questionário obtendo-se dados referentes à identificação, dores, hábitos posturais, prática de atividade física, dentre outros, e realizou-se avaliação postural através de fotografias. A amostra final constou de 112 escolares com idade média de 8,71 (+ 1,21), sendo 58% do sexo feminino. Destes, 58,9% apresentam dor recorrente, principalmente na cabeça (25,9%), membros inferiores (23,2%) e cervical (9,8%), onde 31,3% apresenta pouca intensidade, com existência menor que três meses (28,6%), frequência de uma vez por semana (19,6%) ou quase todo dia (18,8%), comprometendo atividades físicas (24,1%) e o estudar (8,9%). Natação, dança e futebol são as atividades físicas mais exercidas pelos 75% dos praticantes, com frequência de duas vezes por semana (34,8%) e prática superior a um ano (38,4%). Cerca de 54,5% permanece sentado até duas horas por dia, 32,1% de três a cinco e 13,4% mais de seis horas. Mochilas nas costas (48,2%) ou de rodinhas (43,8%) são mais utilizadas, onde 88,4% transportam de um a quatro livros. Ao estudar, 53,6% adotam postura correta. As alterações predominantes foram inclinação da cabeça à direita (45,53%), elevação de ombro esquerdo (45,53%), elevação da EIAS direita (54,46%), cabeça posteriorizada (66,07%), flexo de quadril (70,53%), corpo posteriorizado (84,82%) e anteversão pélvica (99,11%). Os resultados demonstram presença de alterações posturais e dores recorrentes consideráveis, embora a maioria apresente hábitos posturais adequados. Sugere-se adoção de medidas preventivas e terapêuticas precoces, visando evitar que crianças tornem-se adultos com deformidades estruturais e dores crônicas.

Palavras-chave: postura. dor. criança.

voltar
Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

Av. Dom João VI, 274 - Brotas - CEP: 40285-001
Salvador/Ba Tel: 2101-1900 Fax: 3356-1936
http://www.bahiana.edu.br