UM MITO CHAMADO UNIDADE DE EMERGÊNCIA

Autor(es): Ivanildes Brito Rebouças; Jocerlei Carmen Meneghel; Luciene Souza do Nascimento; Eliane Maria Simoni; Sylvia Maria Barreto da Silva

O mito da unidade de emergência carrega consigo a certeza de que, se alguém é levado para lá, é porque a sua situação não é boa. Dificilmente um familiar que recebe a notícia de que seu parente foi levado para esse local, acredita que isso pode ter ocorrido simplesmente para que haja um cuidado imediato, sem representar nenhum risco de morte iminente. O paciente não pensa diferente. No instante em que é comunicado de que precisa ser removido para a Emergência, tomam-lhe de sobressalto sentimentos de apreensão, de medo, de insegurança. O objetivo deste trabalho foi analisar a experiência dos pacientes e seus familiares que utilizam os serviços dessa unidade. Para tanto, foram feitas pesquisas em artigos publicados sobre o assunto a partir do ano de 2004. A humanização da assistência à saúde é uma demanda atual e crescente no contexto brasileiro que emerge da realidade na qual os usuários dos serviços de saúde queixam-se dos maus-tratos. Quando a notícia do internamento é dada por familiares, normalmente ela é mais tranquilizadora, ao contrário de quando a noticia é fornecida através de serviços de resgate médico, ou diretamente pelo hospital, onde as informações são sucintas e sem riqueza de detalhes. Os familiares reconhecem que a emergência hospitalar é um ambiente gerador de mal-estar e apontam a recepção dos profissionais como essencial para ocorrer o bem estar. Por esse motivo, cuidar do paciente em uma unidade de emergência continua sendo desafiador e extremamente estressante, já que muito pouco mudou na relação profissional de saúde x paciente x família.

Palavras-chave: unidade de emergência. paciente. familiares. mito.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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