O FAZER PSICOLÓGICO NA EDUCAÇÃO: DA SEGREGAÇÃO À INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Autor(es): Amanda Santos França de Cerqueira; Marilda Castelar

Este trabalho aborda as práticas psicológicas no contexto da educação para pessoas com deficiência com vistas à identificação de um fazer mais voltado para a inclusão e, consequentemente, em consonância com os direitos humanos. É um recorte dos resultados da pesquisa “Memória da Psicologia nos Serviços Públicos em Salvador/BA” da EBMSP - que aborda, em uma perspectiva histórica, as práticas psicológicas na inclusão escolar no serviço público em um centro de educação especial e inclusiva do estado da Bahia. O presente estudo objetivou analisar a atuação de psicólogas da referida instituição, sob a perspectiva da educação inclusiva. Realizou-se um estudo de caráter exploratório e qualitativo, tendo como procedimento a análise de entrevistas extraídas do banco de dados do Núcleo de Pesquisa de Psicologia, já transcritas e conferidas, realizadas com seis psicólogas da instituição supracitada. A análise de dados foi com base na técnica da Análise Temática do Conteúdo. O discurso das entrevistadas revela que as práticas psicológicas, especialmente no início do trabalho na instituição pesquisada, não estavam comprometidas com a inclusão dos alunos no ensino regular e, embora algumas entrevistadas afirmem que vêm construindo práticas em direção à inclusão, as mesmas ainda são incipientes. Conclui-se que a psicologia tem buscado reencontrar um significado para as suas práticas por meio da mudança de paradigmas, de modo que estas contribuam para a legitimação da diversidade no trabalho com pessoas com deficiência, no respeito às diferenças em prol de uma educação onde caibam todos.

Palavras-chave: educação especial. práticas inclusivas psicologia.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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