AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM HANSENÍASE

Autor(es): Fabienne Marques Palomares; Paulo Roberto Lima Machado

Introdução: A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, incapacitante e ainda coberta por estigmas. Representa um grave problema de Saúde Pública e o Brasil é um dos países endêmicos com presença de uma média de 2,1 casos para 10000 habitantes. É caracterizada principalmente por acometimento dermatológico e neurológico, de modo que o dano neural, que ocorre, tanto na doença ativa quanto em estados reacionais, pode levar à incapacidade física. A doença gera sofrimento para o paciente que vai além do prejuízo físico, causando impactos sociais e psicológicos. Por tudo isso, é notável que a doença pode comprometer a qualidade de vida dos pacientes, que geralmente enfrentam a vergonha, o preconceito, a discriminação e o isolamento. Analisamos que é de fundamental importância a avaliação da qualidade de vida no grupo em questão para verificarmos o real impacto da doença na vida desses indivíduos. Métodos: Tratase de uma investigação epidemiológica, observacional e transversal através de aplicação de questionários com os pacientes do ambulatório de Hanseníase no HUPES. A amostra será por conveniência. Essa avaliação compreenderá anamnese, pesquisando a presença de episódios reacionais hansênicos durante a evolução clínica do doente, exame clínico completo para classificação em paucibacilar ou multibacilar, teste de sensibilidade, rotina de avaliação neurológica e do grau de incapacidade física. Após essa avaliação será aplicado o Dermatology Life Quality Index (DLQI), primeiro questionário de avaliação da “qualidade de vida relacionada à saúde” específico à dermatologia. Esse questionário é composto por 10 questões que envolvem aspectos da vida diária e resulta em escores interpretados como: sem comprometimento da qualidade de vida, com comprometimento leve, comprometimento moderado, comprometimento grave ou comprometimento muito grave. O escore obtido na aplicação do DLQI será correlacionado às variáveis investigadas: forma clínica da doença, presença de episódio reacional (tipo I ou II) e grau de incapacidade física.

Palavras-chave: qualidade de vida. hanseníase. incapacidade.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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