PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS EM UM REMANESCENTE DE COMUNIDADE QUILOMBOLA

Autor(es): Ana Cecília Cerqueira de Mello; Anderson Fontes Suzart Miranda

A área de promoção à saúde envolve várias interfaces do meio ambiente, relacionados com a melhoria da qualidade de vida do ser humano. Difundir conhecimentos sobre temas e questões relacionadas à saúde, aproxima a comunidade da universidade. Nesse contexto, os estudos de etnobotânica exigem uma inter-relação de pessoas/plantas, que envolve o conhecimento da diversidade de vegetais economicamente importantes, abrangendo a transferência de informações populares e científicas das plantas medicinais e alimentícias. Certamente, muito se tem a descobrir em comunidades remanescentes quilombolas a cerca de uso de plantas para fins medicinais, principalmente por meio das pessoas mais idosas na comunidade. Tais conhecimentos etnobotânicos, conforme preconiza a literatura, estão se perdendo nessas comunidades, pois os mais jovens preferem utilizar-se de fármacos alopáticos. Resgatar essa utilização e curiosidade da etnobotânica aplicada à saúde, podem inclusive culminar em investigações biotecnológicas, e surgimento de novos fármacos e utilização de plantas medicinais. Este projeto tem o objetivo exercer tarefas destinadas ao manejo do ambiente visando criar ferramentas para formação de multiplicadores na comunidade para atuarem na melhoria da qualidade de vida, dentro do ramo da etnobotânica. O estudo iniciou os trabalhos em janeiro de 2010 em uma Comunidade Quilombola Monte Recôncavo, no município de São Francisco do Conde-BA. O trabalho está sendo desenvolvido com alunos de ensino médio selecionados em escolas públicas. De resultados imediatos verificou-se a utilização de espécies medicinais como paliativos para problemas digestivos, gastrites e diabetes. As espécies mais citadas foram: Vernonanthura condensata, Plectranthus barbatus, Chenopodium ambrosioides , Lippia Alba, Mentha pulegium, Stevia rebaudiana, Miconia albicans, Bauhinia variegata. Os participantes mencionaram as formas de preparação para uso caseiro que variam desde o uso de chás por infusão ou maceração, como inalação, banhos e lambedores. No entanto, verifica-se a necessidade de estudos para maior investigação quanto o índice de toxicidade.

Palavras-chave: plantas medicinais; quilombola; fitoterápicos

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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