PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ATENDIDOS COM SUSPEITA DE H1N1 NO HEOM EM SALVADOR-BA

Autor(es): Marcus Vinicius Souza Almeida; Mayala Moura Valença de Oliveira; Paula Caroline Matos Almeida; Pedro Henrique Cunha Leite; Queise da Costa Cettolin

Introdução: Em abril de 2009, a OMS comunicou a ocorrência de uma emergência de saúde pública internacional pelo surgimento de um novo vírus influenza A (H1N1). Em maio, mais de 40 países, incluindo o Brasil, apresentaram casos confirmados. No Brasil, até agosto de 2009, foram registrados 17.277 casos suspeitos de influenza no Sinan, sendo 17,1% confirmados para H1N1. Na Bahia, de abril a setembro de 2009, existiram 813 casos suspeitos com 148 casos confirmados. Objetivos: Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes suspeitos de infecção pela Influenza A H1N1 atendidos em um centro de referência para Influenza A H1N1 em Salvador-BA, compreendendo jovens menores de 18 anos, portadores de comorbidades, gestantes internadas e internados com RT-PCR positivo para H1N1. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo que abrange os pacientes suspeitos e confirmados para Influenza A H1N1, incluindo os que tiveram indicação de internamento. Foi analisada a evolução dos pacientes internados através da curva de sobrevida com especial atenção para os desfechos: óbito ou alta hospitalar/cura. Resultados: Foram atendidos 2943 pacientes no ambulatório de influenza do HEOM, sendo que 193 (6,5%) foram suspeitos para H1N1 e 141 (4,8%) pacientes foram internados. Do total de atendidos, 198 pacientes eram gestantes com 25 RT-PCR positivas. Dentre os indivíduos suspeitos, 76 (39,4%) eram portadores de comorbidades e 45 pacientes (23,3%) foram jovens com menos de 18 anos. Conclusão: Entre os suspeitos com comorbidades existiu maior risco de internamento nos pacientes que não portavam condições de risco. Quanto aos jovens suspeitos, houve semelhança de prevalência dos sintomas entre casos confirmados e descartados. As mulheres gestantes internadas com H1N1 apresentam maior risco de morbimortalidade e admissão em UTI em relação as não gestantes. A letalidade encontrada entre os pacientes internados com RT-PCR positivo para Influenza A foi de 2,9%.

Palavras-chave: epidemiologia; pandemias; virus n1n1

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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