PADRONIZAÇÃO DA IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA PARA PESQUISA SOROLÓGICA DE VÍRUS LINFOTRÓPICOS DE CÉLULAS T DE PRIMATAS (PTLV) E OCORRÊNCIA ENTRE PRIMATAS NÃO-HUMANOS NEOTROPICAIS.

Autor(es): Flávia Couto Paschoal

Os retrovírus são patógenos responsáveis por importantes epidemias em diversas espécies de animais. Os retrovírus humanos podem ser identificados até então como: Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV). Suas origens são referidas como de natureza zoonótica. O HTLV-I e HTLV-II estão presentes em diferentes áreas geográficas e, em alguns países são considerados endêmicos como Japão, Itália, Estados Unidos e Caribe. Sugere-se que houve transmissão interespécies a partir do contato de humanos com primatas inferiores, já tendo sido identificadas diferentes formas retrovirais em dezenas de primatas originários do continente africano e asiático. Existem mais de treze espécies de símios na África e da Ásia descritas como hospedeiros naturais desses vírus. Entretanto, a circulação desses retrovírus em primatas não-humanos neotropicais ainda não foi bem descrita. As infecções por lentivírus como HTLV, evoluem caracteristicamente de forma lenta e gradual, isto repercute na ausência de sintomas em indivíduos infectados. O HTLV tem sido relacionado como um causador de degenerações neurológicas e doenças como leucemias e linfomas. A semelhança entre os Vírus Linfotrópicos de Células T de primatas (PTLVs) induz o fenômeno de reatividade cruzada entre os anticorpos anti-STLV, presentes em soro de primatas inferiores infectados e antígenos do HTLV, expressos constitucionalmente na membrana da linhagem de células T tumorais MT-2. O objetivo desse trabalho é o de montar e padronizar o teste de Imunofluorescência Indireta para a triagem de amostras soropositivas para PTLV e avaliar a ocorrência dessas infecções em uma população de 14 exemplares de Cebus sp originários do Brasil. A utilização dessa técnica pode ser mais apropriada que a utilização de ensaios de ELISA, por conta do estado conformacional das proteínas do HTLV na superfície das células MT-2, que podem ser melhor reconhecidas pelos anticorpos de símios. Esta ferramenta pode melhorar a acuidade dos resultados da investigação sorológica e as conclusões desse trabalho podem contribuir para o melhor entendimento da origem e evolução das retroviroses humanas e de símios.

Palavras-chave: PTLV; HTLV.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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