CARACTERIZAÇÃO DOS SUBTIPOS DE HTLV CIRCULANTES EM GESTANTES DO SUL DA BAHIA E CORRELAÇÃO ENTRE DADOS SOROLÓGICOS, MOLECULARES E SOCIODEMOGRÁFICOS.

Autor(es): Louran Andrade Reis Passos

O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) pode ser transmitido para crianças através da amamentação. Além disso, a transmissão via contato sexual, e a transmissão parenteral também são importantes meios de disseminação do vírus. Importa perceber que, embora a maioria dos portadores permaneça assintomática, a infecção pelo HTLV pode gerar complicações secundárias graves, como o linfoma de células T do adulto e a paraparesia espástica tropical, ambas sem terapia curativa conhecida, limitando o tratamento a cuidados paliativos nos pacientes que desenvolvem essas doenças. Existem quatro tipos de HTLV-1 conhecidos atualmente, com patogenias específicas a depender do tipo de vírus estudado. É extremamente importante conhecer o perfil da infecção na região, tanto em relação aos fatores relacionados às mulheres, como em relação aos vírus circulantes na perspectiva de fornecer informações que possam contribuir para a prevenção da transmissão e, quem sabe, no futuro, no desenvolvimento de estratégias terapêuticas ou profiláticas. Além disso, é fundamental o conhecimento sociodemográfico da população, visando a orientação e redução das taxas de contaminação na região. Nesse sentido, uma abordagem mais específica para o público feminino faz-se necessária, uma vez que as taxas de contaminação pelo HTLV-1 são maiores em mulheres do que em homens. Medidas simples, como o uso de preservativos e, no caso de grávidas, a realização de parto eletivo e a recomendação de não amamentação pelas mães infectadas pelo HTLV, reduzem os riscos de contaminação e contribuem para o controle da infecção. Apesar da alta prevalência do HTLV em Salvador, até o momento não temos qualquer informação da prevalência do vírus na região sul da Bahia. Além disso, não há vacina ou tratamento efetivo para as patologias relacionadas. Desta forma, pretendemos contribuir com o esclarecimento destas questões, avaliando alguns fatores virais que podem ser determinantes na transmissão materno-fetal, além de acompanhar as mães soropositivas, a fim de determinar se o vírus foi transmitido para seus filhos.

Palavras-chave: HTLV-1; transmissão materno-fetal

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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