Avaliação do Escore Apache II em Pacientes Críticos de Hospital Particular de Salvador

Autor(es): Tiago Albertassi Blunck Rezende, Ieda Maria Barbosa Aleluia

Introdução: A escassez de vagas em UTI torna a seleção de pacientes para a admissão um trabalho árduo e desafiador. Foi no intuito de facilitar essa seleção que surgiu, em 1981, o APACHE, introduzido por Knauls, tomando como base uma série de variáveis fisiológicas que estariam atreladas a diferentes riscos de mortalidade dentro da UTI. Em 1989 foi lançado um novo modelo, o APACHE II, mais aplicável. Tal modelo é adotado hoje em dia pelo Ministério da Saúde como um critério para classificação de UTIs. Objetivo: Comparar mortalidade prevista pelo APACHE II à real. Avaliar a relação entre óbito e a progressão do escore. Verificar se existe pior desfecho em imunossupressos ou com falência crônica de órgãos. Metodologia: Estudo de coorte retrospectivo composto de 49 pacientes admitidos no Hospital da Sagrada Família entre Maio e Novembro de 2011 que foram separados entre os grupos Óbito e Não-óbito a depender do desfecho e ainda entre portadores ou não de imunossupressão ou de falência crônica de órgãos. Os pacientes foram divididos novamente em três grupos a depender do escore APACHE II. O primeiro grupo contendo pacientes com escore entre 0 e 9, o segundo entre 10 e 19, e o terceiro e último, de 19 em diante. As variáveis numéricas foram comparadas utilizando o teste t-Student ou o teste de Mann Whitney quando as amostras não foram normais, e o teste do Qui-Quadrado aplicado para a comparação de proporções. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Resultados/Resultados esperados: Dos 49 indivíduos, 26,5% foram a óbito e formaram o grupo Óbito da pesquisa. Os outros 73,5% que não faleceram compreenderam o grupo Não-óbito. Percebeu-se diferença significante entre o APACHE II dos dois grupos. Houve uma tendência a um aumento do número de óbitos com faixas crescentes de APACHE II, ainda que não tenha se demonstrado significância estatística. Pacientes imunossupressos ou com falência crônica de órgãos não apresentaram pior desfecho em relação ao grupo sem tais comorbidades.

Palavras-chave: APACHE II. Prognóstico. Mortalidade. UTI. Salvador

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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