Obesidade em Mulheres e Esteatose Hepática: Análise dos Perfis Clínicos,laboratoriais e Antropométricos Envolvidos na Associação.

Autor(es): Luciana da Cruz Pereira, Maria de Lourdes Lima de Souza e Silva

Introdução: A obesidade é uma doença que vem preocupando entidades de saúde internacionais e nacionais. A esteatose hepática é o acúmulo de gordura no fígado, essencialmente triglicerídeos, em quantidade que exceda 5% do peso do órgão. Esta condição é justificada na fisiopatologia da síndrome metabólica, indicando que este acúmulo gorduroso é componente hepático desta síndrome. A exposição do fígado à grandes quantidades de ácidos graxos (que ocorre no organismo do portador da síndrome metabólica), aumenta a produção de triglicerídeos, VLDL e colesterol. Por fazer parte do primeiro pilar da hepatopatia mais comum no mundo, sua identificação precoce faz-se necessária. Objetivo: Determinar a prevalência de esteatose hepática, em mulheres com excesso de peso e obesidade e avaliar os perfis clínico, laboratoriais e antropométrico envolvidos na associação. Metodologia: Foram estudadas 97 mulheres com excesso de peso e obesi dade, que tinham realizado ultra-sonografia de abdômen superior, sendo avaliadas clinicamente por entrevista, com questionário padrão, e por exame físico completo, além de avaliadas por exames laboratoriais. A comparação entre os grupos com e sem esteatose hepática foi feita pelo teste t de Student. Resultados/Resultados esperados: A idade média da população estudada foi de 46,22 ± 11,91 anos, a maioria era parda ou negra, com escolaridade limitada ao ensino médio e obesa. Fatores de risco cardiovascular foram identificados como pressão arterial elevada, hiperglicemia, diabetes mellitus. A síndrome metabólica foi definida em 85,4% das pacientes e de esteatose hepática em 28,9%. Não foram identificadas alterações estatisticamente significantes das enzimas hepáticas, porém alterações do perfil lipídico e glicêmico tiveram grande importância. Apresentaram significância estatística: triglicerídeos p = 0,001; Tg/HDL > 3,5 RP = 4,07; glicemia de jejum alterada com méd ia de 116,3 ± 45,5 mg/dL e p = 0,018; glicemia aos 120 minutos, com p = 0,009 e intolerância à glicose com média de 144,7 ± 38,1 mg/dL em pacientes com esteatose hepática.

Palavras-chave: Obesidade.Síndrome Metabólica.Esteatose hepática

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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