Qualidade de Vida em Portadores de Miocardiopatia Chagásica nos Estágios Iniciais

Autor(es): Fernanda Warken Rosa Camelier, Saulo Santos de Jesus, Aquiles Assunção Cameilier, Roque Aras, Anne Karine Menezes Santos Batista, Fernanda Warken Rosa Camelier

Introdução: A doença de Chagas resultante da infestação pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é uma das enfermidades infecciosas mais importantes da América Latina. Classificada em duas fases, pode permanecer assintomática ou evoluir para um quadro de dor torácica anginosa, bloqueios atrioventriculares e intraventriculares, insuficiência cardíaca crônica progressiva, tromboembolismo, e morte súbita; que quando instalado, impacta na qualidade de vida, limitando física e psicologicamente seus portadores. Objetivo: Esse estudo objetiva avaliar a qualidade de vida dos pacientes portadores de miocardiopatia chagásica em estágios iniciais de comprometimento cardíaco. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo, de corte transversal, com uma amostra consecutiva e de conveniência. Foram incluídos portadores de miocardiopatia chagásica em tratamento ambulatorial, que responderam ao instrumento específico Minnesota Living With Heart Failure Questionnaire (MLHFQ) e ao instrumento genérico Euro-QOL para avaliação da qualidade de vida (QV). Foi utilizado o coeficiente de correlação Spearman para avaliar a associação entre a pontuação dos questionários de QV e gravidade da doença; e o teste de Mann Whitney para comparar a pontuação entre a gravidade pela classe funcional da New York Heart Association (CF-NYHA) e a QV. Definida significância <0,05. A pesquisa foi aprovada pelo CEP do HUPES/UFBA, sob protocolo nº 016/09; tendo, todos os participantes assinado o TCLE Resultados/Resultados esperados: Foram avaliados 40 voluntários; 22 (55%) do sexo feminino, com 57,7 ± 7,8 anos. Pela NYHA, 23 (57,5%) figuraram o estágio II. Comparando os pacientes de CF I e II quanto a QV, pelo MLHFQ, houve diferença entre o domínio físico e escore total (p=0,007) e (p=0,037) respectivamente, sendo maior na CF II; e no EuroQOL, (p=0,002), sendo menor na CF II. Os resultados evidenciaram correlação moderada e negativa (r= -0,647; p < 0,0001). Logo, quanto maior a pontuação, pior a QV e a CF segundo a NYHA.

Palavras-chave: Cardiomiopatia. Qualidade de vida. Doença de Chagas.

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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