Alterações Salivares e Halitose em Pacientes Diabéticos Tipo 2 com Periodontite Crônica

Autor(es): Camila Barreto dos Santos Tolomei, Urbino da Rocha Tunes, Julia Dias Magalhaes, Marcia Tosta Xavier e Roberta Santos Tunes

Introdução: A halitose é um sintoma constrangedor que causa impacto social. Prioritariamente tem origem oral causada por: cáries, próteses mal higienizadas, tabagismo, abscessos, periodontopatias e língua saburrosa. Considerando a relação existente entre halitose e periodontite, entre diabetes melittus e periodontite e que ambas podem causar alterações salivares e causar halitose, o estudo dessas variáveis pode contribuir para melhor entendimento das manifestações orais resultantes dessa condição sistêmica. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar parâmetros salivares em indivíduos diabéticos tipo 2 com periodontite crônica severa verificando a relação entre halitose, diabetes e periodontite. Metodologia: O projeto foi aprovado pelo CEP-Bahiana (123/2011). É um estudo transversal, onde foram selecionados 56 participantes: 16 com diabetes mellitus e periodontite crônica severa (G1), 11 com diabetes mellitus e sem periodontite crônica severa (G2), 14 não diabéticos com periodontite crônica severa (G3) e 15 não diabéticos sem periodontite crônica severa (G4). Foram realizados exames físicos, análise da saburra lingual, halitometria e avaliação dos parâmetros salivares. A avaliação periodontal foi feita segundo Wennström et al, 2001. O fluxo e capacidade tampão salivares foram avaliados segundo Krasse, 1988 e A. Thylstrup & O. Fejerskov, 1994. Alíquotas da saliva coletada foram utilizadas para dosagem de proteínas totais, cálcio, fosfato e ureia utilizando kits comerciais. Resultados/Resultados esperados: O hálito e os parâmetros salivares dos pacientes não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos. Observou-se maior contribuição da periodontite do que do diabetes na halitose. Os valores da ureia e proteínas totais foram superiores em G1 e G2. O cálcio apresentou valores inferiores nesses grupos. Já o fosfato apresentou valores superiores em G1, G2 e G3. O diabetes ou a periodontite crônica severa podem influenciar na saburra lingual e esta mostrou correlação positiva com a halitose.

Palavras-chave: Diabetes Mellitus. Halitose. Periodontite. Saliva

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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