Urofluxometria entre Crianças com e Sem Hiperatividade Vesical

Autor(es): Humberto França Ferraz de Oliveira, Paulo Sampaio Furtado, Juliana Menezes Santos, Daniela Minas Correia, Patricia Virginia Silva Lordêlo e Ubirajara de Oliveira Barroso Júnior

Introdução: A hiperatividade vesical (HV) é caracterizada por episódios de urgência, fluxo urinário com curso senoidal e ausência de resíduo pós miccional. Antigamente, seu diagnóstico era através da cistometria, contudo, por se tratar de um exame invasivo e passível de resultados falsos-positivos e negativos,recomenda-se, hoje, a urofluxometria com ou sem eletromiografia, por ser um exame simples e não invasivo, entretanto não há uma padronização dos seus valores na literatura. Objetivo: Comparar os parâmetros da urofluxometria com eletromiografia entre crianças sem disfunção do trato urinário inferior(DTUI) e com HV Metodologia: Trata-se de um estudo transversal e analítico, a fim de comparar o formato da curva, fluxo máximo e médio, volume urinado, tempo de fluxo máximo e atividade elétrica muscular de crianças entre 5 e 7 anos. Serão comparadas crianças sem sintomas urinários, confirmados pelo DVSS e selecionadas em escolas públicas, com crianças que tenham diagnóstico de HV, sendo estas encaminhadas por um centro de uropediatria. Todas as crianças realizarão um exame de urofluxometria com eletromiografia de superfície da região perineal. Os dados serão analisados pelo teste de Mann-Whitney ou T de Student, para as variáveis quantitativas (fluxo máximo e médio, volume urinado e tempo de fluxo máximo), e pelo Mc Nemar ou Qui-Quadrado para as variáveis categóricas(formato da curva e atividade elétrica muscular) Resultados/Resultados esperados: Espera-se encontrar uma diferença significativa entre os marcadores da urofluxometria de crianças sem disfunções urinárias e com HV, em especial no que diz respeito ao fluxo máximo, possibilitando um diagnóstico preciso da HV, através de uma técnica simples e não invasiva. Provavelmente, as crianças com HV apresentarão um volume urinado menor do que aquelas sem DTUI, bem como a atividade perineal deverá ser ausente, por se tratar de um quadro com comprometimento na fase de armazenamento da urina

Palavras-chave: Urodinâmica.Bexiga Urinária Hiperativa.Diagnóstico

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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