Doença Arterial Coronariana Precoce: Uma Comparação entre Gêneros.

Autor(es): Diana Dias de França Silva, Marta Silva Menezes

Introdução: As doenças cardiovasculares são a maior causa de morte do mundo, padrão que se repete no Brasil.Quando analisados indivíduos mais jovens, observou-se que há uma apresentação clínica peculiar do infarto agudo do miocárdio nesta população, que possui características etiopatogênicas, anatômicas e prognósticas próprias, diferenciando-a dos pacientes mais velhos.Neste estudo, foram selecionados pacientes até 40 anos de idade, pois essa é a idade adotada pela literatura para referência de IAM precoce. Objetivo: Comparar entre gêneros alterações clínicas e coronariográficas em pacientes abaixo de 40 anos. Descrever o perfil demográfico e de fatores de risco dos pacientes abaixo de 40 anos admitidos no Serviço Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e analítico, com delineamento transversal, realizado no setor de hemodinâmica de um hospital terciário, do SUS e referência em cardiologia, Hospital Ana Neri, na cidade do Salvador, Bahia. Serão utilizados dados secundários colhidos com ficha padronizada através dos prontuários de pacientes abaixo de 40 anos admitidos no período de setembro de 2012 a março de 2013. Serão incluídos pacientes com idade acima de 18 anos e com doença arterial coronariana comprovada. Serão analisados os seguintes aspectos clínicos: identificação, dados demográficos (idade e gênero), e fatores de risco, e os seguintes aspectos coronariográficos: quais artérias estão comprometidas, grau de extensão da lesão, presença de calcificação/trombos, e disfunção ventricular. Resultados/Resultados esperados: Com relação a amostra geral, espera-se encontrar tendência ao acometimento uniarterial nos pacientes jovens de ambos os sexos, no entanto essas lesões tendem a envolver artérias relacionadas a pior prognóstico. Com relação a análise de gêneros, espera-se encontrar maior incidência de hipertensão, diabetes e outras comorbidades que influenciam o prognóstico, nas mulheres, além de maior proporção de ataques cardíacos fatais. As mulheres também devem apresentar maior indice de IAM subendocardico.

Palavras-chave: infarto precoce, coronariografia, gêneros

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Anais da MCC., Salvador, v.1, n.3, setembro. 2012, ISSN

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