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Setembro Amarelo: suicídio em foco

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“Pessoas que têm ideias suicidas têm algum problema de saúde mental”. “Quando uma pessoa pensar em se suicidar terá risco de suicídio para o resto da vida”.  Entre mitos e verdades, o que chama a atenção para pessoas em todo o mundo é que o suicídio é a 3ª causa de morte entre jovens, e o Brasil é hoje o 8º colocado nesse ranking. Promover a troca de conhecimentos, informações sobre redes de apoio e reflexões acerca dos estigmas e preconceitos relacionados ao suicídio foi o objetivo do evento Setembro Amarelo: suicídio em foco, realizado no dia 21 de setembro, na Unidade Acadêmica Brotas.

A ação foi uma iniciativa do Programa de Ações e Estudos sobre o Suicídio (PAES) e compreendeu dinâmicas em grupo e uma videoconferência com Karen Scavacini, psicóloga, psicoterapeuta, especialista em Gestalt e coordenadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio.

Participaram do encontro alunos, ex-alunos, professores e estudantes de outras instituições de ensino. “Avalio esse evento como ótimo. Iniciativas como essa fazem muita falta. É um assunto ainda considerado tabu e, portanto, não se conversa muito sobre ele e eu acho que é necessário ser conversado abertamente”, comenta o estudante do 2º semestre do curso de Engenharia da UFBA, Bruno Mônaco que foi ao encontro a convite de uma amiga, estudante de Psicologia da Bahiana.

Segundo o estudante de Psicologia e integrante do PAES, Fernando Lopes, “o objetivo é falar mais sobre suicídio que é um tema ainda pouco falado na academia e na sociedade e a gente sabe que a forma principal de prevenção vem desse debate sobre o tema. A importância também é incentivar que outras pessoas estudem o assunto”.


PAES

“O suicídio é um tema antigo, presente em toda a história, existem muitos estudos que trabalham o suicídio, tanto do ponto de vista biológico, psiquiátrico, psicológico como também filosófico”, explica a coordenadora do Programa de Ações e Estudos sobre o Suicídio (PAES), Prof.ª Aicil Fanco.

Ela conta que, há dois anos, foi procurada por três alunas que desejavam estudar o suicídio. “Para mim, foi um pouco impactante porque não era uma área na qual me dedicava, mas acolhi a necessidade delas de estudarem isso e os três TCCs foram muito bem avaliados e tiveram sugestão da banca para investirmos em um grupo de estudos sobre o tema”.

Hoje, o grupo conta com mais de 20 estudantes, além de uma das três ex-alunas. As reuniões acontecem sempre às sextas-feiras, na Unidade Acadêmica Brotas e são abertas a estudantes, colaboradores e interessados no tema.

"É um sonho realizado ver tudo isso aqui hoje, porque, no meu tempo como estudante, não se falava sobre suicídio, muito menos havia um evento sobre o assunto", comemora Táina Sena, uma das ex-alunas da Bahiana que realizou seu TCC sobre o suicídio. Ela conta que a escolha de seu tema de estudo influencia seu trabalho até hoje. "Atendo muitos pacientes com ideação suicida, pelo trabalho de conclusão de curso que desenvolvi sobre a abordagem junguiana a respeito do suicídio".

Segundo Stefane Sampaio Nascimento, 8º semestre de Psicologia e integrante do PAES, o que a levou a participar do programa foi o desejo de saber mais sobre o assunto, a fim de estar bem preparada para auxiliar pessoas que estejam vivenciando ideias suicidas. “É um assunto pouco falado, cheio de tabu e é algo que me sensibiliza muito e gostaria de saber mais para poder ajudar pessoas nessas condições e, em psicologia, a gente acaba vendo muito isso, então, é bom estarmos preparados para saber lidar com o assunto, a fim de ajudar as pessoas e reduzir os danos que podem ser causados”.

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