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Semana de Práticas Integrativas e Complementares
Aromas, massagens, yoga, dança, energia do universo. Ferramentas utilizadas no processo de tratamento da saúde física, mental, emocional e espiritual foram oferecidas à comunidade na Semana de Práticas Integrativas e Complementares da Bahiana, que aconteceu nos dias 3 e 4 de maio, nos Campi Cabula e Brotas, respectivamente.

A iniciativa, promovida pelo Centro de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CEPICS) da Bahiana, marcou os 12 anos de publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPICS).

Segundo a coordenadora do evento e professora do curso de Biomedicina, Renata Roseghini, o objetivo do CEPICS, com a ação, é sensibilizar profissionais, professores, colaboradores e estudantes da Bahiana para a importância das práticas integrativas e complementares. "Hoje elas não têm mais o nome de práticas alternativas, elas são integrativas e complementares, pois vêm para complementar, usar junto com a medicina convencional, não é uma concorrência. É proporcionar que os estudantes tenham um contato e que possam futuramente senão se ferramentar dessas práticas como terapeutas, saber que, em determinadas situações, elas podem ser usadas e que há uma prática para cada situação."

Roseghini explica que, na Semana de Práticas Integrativas e Complementares da Bahiana, foram pensadas duas vertentes de PICS: as individuais e as coletivas. "Aqui, nesse espaço, a gente tem o objetivo de trazer práticas de cuidado individual – aromaterapia, reflexologia podal, auriculoterapia, acupuntura, Reiki, massoterapia e também as práticas corporais integrativas coletivas, que possibilitam atingir um maior número de pessoas – Yoga, Qi Gong, Lian Gong, grupo de movimento em análise bioenergética e as Danças Circulares. O bom dessas práticas é que elas podem passar a fazer parte do dia a dia da pessoa e promovem a prevenção e o autocuidado. Além disso, são fáceis de serem implementadas em um serviço de saúde, ou seja, em hospitais, clínicas, unidades de saúde."

Ela aponta como benefícios a melhora do sono, a consciência corporal, dores do dia a dia, atitude mental – as questões emocionais começam a se dissipar. "São práticas que integram o indivíduo como um todo, inclusive na relação com o meio ambiente que casa com a proposta da Bahiana Verde. São práticas ancoradas na própria natureza.”

Segundo a Roseghini, é preciso pensar em espaços mais permanentes para as práticas integrativas dentro da Bahiana, entre eles ela aponta o corredor de cuidados realizado durante a semana de calouros, estandes na Mostra Científica e Cultural, recepção de calouros de Odontologia, além do Momento PICS, que acontece mensalmente para que as pessoas tenham a oportunidade de conhecer as PICS. "Porque o discurso é muito bonito, mas é experimentando a prática que percebemos que elas nos tocam de outra maneira. É como se fôssemos tocados no fundo de nossa alma. A gente acessa lugares que, às vezes, não temos contato. Falo também da espiritualidade porque é um campo que vem crescendo muito na saúde.”

Para Ligia Vilas Bôas, pedagoga do Programa Institucional de Desenvolvimento Docente (PROIDD) da Bahiana, participar de um evento dessa natureza desperta o sentimento de gratidão. "Gratidão por estar perto de tanta gente que gosta de se doar, de cuidar, gratidão por pertencer a uma instituição que busca todos os caminhos possíveis para a humanização. Acho que as palavras depois de se viver o cuidado, não atingem o desejo que a gente tem de retribuir isso para a humanidade, porque estamos precisando disso, de amor. Eu vejo isso como um ato de amor."

A aluna do 4º semestre do curso de Odontologia, Aline Rocha Lopes, integrante do grupo de Práticas Integrativas e Complementares do Programa Candeal, conta que no trabalho desenvolvido na comunidade são abordadas práticas, como fitoterapia, aromaterapia, Reiki, Yoga e práticas corporais em geral. Ela afirma que, futuramente, em sua vida profissional, se utilizará das PCIS em seu consultório. "Acho que tudo se complementa, tanto as práticas complementares, quanto os métodos tradicionais. Eu sempre me identifiquei com métodos menos agressivos e que promovem a prevenção, além de poderem ser utilizados no cotidiano.”


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