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XIX Ciência com Acarajé

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Discutir as relações entre os contraceptivos hormonais e doenças cardiovasculares foi a proposta do XIX Ciência com Acarajé, que aconteceu na noite de 26 de abril, no auditório 3 do Campus Cabula. Para apresentar o tema, o PET Biomedicina, responsável pelo evento, convidou a professora Mara Dias Pires, do curso de Biomedicina da Bahiana e Doutora em Fisiologia Humana.

Em sua apresentação, a palestrante mostrou a história da contracepção, o funcionamento dos contraceptivos hormonais, e destacou também outros métodos contraceptivos. A plateia contou com estudantes de Medicina, Odontologia, Fisioterapia, Educação Física e Biomedicina que esgotaram as 150 vagas em apenas 48 horas de inscrições.


Discussão

Mara Dias Pires apontou que o assunto escolhido para essa edição do Ciência com Acarajé foi de suma importância, tendo em vista alguns incidentes com jovens inseridas na comunidade acadêmica de algumas instituições de ensino. “A ideia desse projeto é levar informação para o público que a gente atende, tanto do PET como de outros locais em que trabalho como professora, porque estamos percebendo muitas meninas com complicações cardiovasculares pelo uso indevido de anticoncepcionais, como o caso de uma jovem estudante que perdeu um olho recentemente por trombose venosa, outra estudante que teve um AVC grave também por conta de uma trombose. Então, é muito importante abordar esse assunto.”

O estudante do 4º semestre do curso de Biomedicina e integrante do PET Stanislaw Dabcowsk Neto foi o responsável pela escolha do tema. “Eu dei essa sugestão, pois já vinha estudando o tema antes. Eu sempre me interessei pela fisiologia humana relacionada à parte hormonal da mulher. Então tive essa ideia de sugerir ao grupo.”  Mesmo já interessado em outros temas da Biomedicina, Stanislaw admite a possibilidade de um desdobramento da discussão proposta no encontro em outras possibilidades de trabalho.

 “Fiquei superfeliz com o convite porque o PET é uma responsabilidade e é também um orgulho da gente que é professor de Bahiana, então preparei uma palestra com o conteúdo solicitado, mas também trago um desafio para a gente montar um projeto e trabalhar com educação e saúde inicialmente na nossa comunidade de acadêmicos e colaboradores da Bahiana, porque tem muita gente que usa o anticoncepcional de forma errada ou não tem acesso à informação total ainda”, declarou Mara Dias Pires, que é farmacêutica e bioquímica e trabalha com atenção farmacêutica discutindo o uso da medicação na comunidade.


PET Biomedicina e Ciência com Acarajé

Segundo o coordenador do PET Biomedicina, professor Sidney Santana, o Programa de Educação Tutorial (PET) existe desde a década de 1980 e vem crescendo a cada ano, sendo voltado para o ensino, a pesquisa e a extensão. “Hoje temos 12 bolsistas que desenvolvem projetos dentro e fora da universidade, como, por exemplo, em feiras de saúde. Levamos eles para dar aulas em escolas públicas..”

A fim de enriquecer o repertório dos estudantes, é realizado o projeto Cultura Baiana, no qual os integrantes do PET vão a museus, cinemas, assistem a peças de teatro e shows.

Outro aspecto valorizado no PET é a gestão. Nos eventos científicos e em outras ações, cada participante assume uma função. “Hoje aqui foi atribuída uma tarefa para cada acadêmico, desde entrar em contato com o palestrante a realizar a abertura do evento, cuidar das inscrições e dos certificados, cada um deles tem uma função específica”, explica Sidney.

No caso do Ciência com Acarajé, o tema sai de um BrainStorm, “a gente recolhe as sugestões da plateia para o próximo evento, selecionamos o tema mais votado e vamos em busca do palestrante. Estamos muito ansiosos para o próximo, pois será o vigésimo Ciência com Acarajé. Queremos um tema que de fato seja revolucionário”.