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Estudantes, docentes e comunidade dialogam sobre lutas das juventudes em X Mostra de Extensão

Evento aprofundou discussões e vivências das temáticas da XXIII MCC e promoveu ações de responsabilidade social para crianças, adolescentes e idosos de Salvador.

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As lutas das juventudes brasileiras e a relação entre movimentos sociais e de saúde pautaram a X Mostra de Extensão, realizada em 20 de outubro, dentro da programação da XXIII Mostra Cultural e Científica da Bahiana. Essa edição foi planejada na perspectiva de reconstrução dos currículos, que passaram a ter a extensão como obrigatória, pontuou a professora Dra. Lavínia Boaventura, coordenadora da MCC: “Estamos repensando a formação em saúde além dos muros institucionais, para que os estudantes se enxerguem como sujeitos fundamentais na construção de uma sociedade com justiça social e ambiental”.

As rodas de conversa enfatizaram essa proposta, trazendo para a Bahiana representantes da diversidade (veja programação completa), como estudantes e lideranças indígenas, negras, quilombolas, do movimento estudantil e de populações de rua. “Não há luta individual, a luta é coletiva, e a formação em saúde deve considerar a construção de um projeto de sociedade antes do mercado de trabalho”, afirmou a professora Lavínia. A Mostra de Extensão homenageou Oziel Alves Pereira, sem-terra morto aos 19 anos na chacina de Eldorado dos Carajás (PA), e Joel Castro da Conceição, o menino Joel, garoto de 10 anos, também morto pela Polícia Militar, em Salvador (BA).

Para a estudante Luiza Mattos, 8º semestre do curso de Biomedicina, a Mostra de Extensão e a MCC são oportunidades de abordar temas sérios com leveza e de confirmar que ciência e cultura podem estar juntas. Caloura do ensino remoto durante a pandemia, foi a primeira vez que ela participou da MCC presencial. “Aqui eu aprendi a valorizar a pesquisa e descobri que fazer ciência é um ato político”, declarou. Perto de se formar, Luiza planeja voltar para a Bahiana como professora.