Pesquisa e Inovação

Livro infantil explica o autismo de forma lúdica e acessível para crianças e educadores

Obra da coleção Maria Ciência é fruto de parceria entre Bahiana e Instituto Monster.

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O livro infantil “Todo Mundo é Diferente: Aventuras no Mundo do Espectro”, da coleção Maria Ciência, apresenta o Transtorno do Espectro Autista (TEA) de maneira lúdica e acessível, voltada para crianças, famílias e educadores. A proposta é contribuir para a compreensão do autismo desde a infância, estimulando a empatia e a convivência com as diferenças. Ao lado de outros livros infantis e artigos científicos, a obra é fruto de uma parceria institucional e acadêmica entre a Bahiana e o Instituto Monster.

Desenvolvido pela nutricionista Vanessa Maggitti, especialista em seletividade alimentar, e pela estudante de Medicina Maria Clara Souto, fundadora da ONG Colorindo Vidas, o material busca desmistificar o TEA com base em evidências científicas. O conteúdo conta ainda com revisão de neuropsicólogos e cientistas, garantindo rigor técnico aliado a uma linguagem simples e didática. Disponível gratuitamente para leitura, download e impressão, o livro integra a iniciativa de divulgação científica Maria Ciência, que tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento em saúde por meio de conteúdos educativos e inclusivos.

Parceria Bahiana e Instituto Monster
Segundo o professor Bruno Bezerril, que está à frente da parceria na Bahiana, a união entre a Bahiana e o Instituto Monster surgiu de uma convergência de propósitos que alia a tradição da instituição na formação de profissionais “tecnicamente competentes, socialmente sensíveis e conectados com a realidade”, à missão do instituto de aproximar ciência, educação e transformação social. De acordo com Bezerril, o objetivo principal dessa parceria é ampliar a formação científica dos alunos. "Queremos que o estudante compreenda que pesquisa não é uma atividade distante, restrita a laboratórios ou a grandes centros internacionais. Pesquisa pode nascer de uma pergunta bem formulada, de uma ação em campo, da análise cuidadosa de dados do SUS, do contato com populações vulnerabilizadas, da observação clínica e do desejo honesto de melhorar a saúde pública. A parceria cria esse ambiente: um espaço em que o aluno aprende ciência fazendo ciência, com orientação, rigor metodológico, responsabilidade ética e compromisso social", comenta o docente.