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2008 - 26 e 27/10 - 46º COBEM - Congresso Brasileiro de Educação Médica

Salvador sedia 46º COBEM e comemora dia do Médico

O Dia do Médico, comemorado no dia 18 de outubro, começou com uma série de discussões a respeito da formação do novo perfil do profissional de medicina. Com o tema "200 anos de Ensino Médico no Brasil: de volta para o futuro", está sendo realizado, foi realizado de 18 a 21 de outubro, no Bahia Othon Palace Hotel (Ondina), o 46º Congresso Brasileiro de Ensino Médico (COBEM). O evento, que reuniu as maiores autoridades no segmento de educação médica do Brasil, profissionais, estudantes, docentes e pesquisadores, é realizado anualmente como uma iniciativa da Associação Brasileira de Ensino Médico (ABEM). Na 46ª Edição, o COBEM teve a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) à frente da comissão organizadora.

Como primeira atividade, foi realizado, na manhã do dia 18, um painel de abertura que contou com a participação do presidente da ABEM, Milton Martins, da presidente da comissão organizadora do COBEM e diretora da Bahiana, Maria Luisa Carvalho Soliani, do diretor da Escola Nacional de Saúde Pública e presidente da Comissão Científica do COBEM, Sérgio Rego, além de Bruna Ballarotti, diretora geral da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM).

Em sua apresentação, Milton Martins fez um panorama da situação das Instituições de Ensino Superior de Medicina em todo o Brasil, compreendendo o aumento no número de vagas em escolas de Medicina, a relação entre o número de vagas e a população, por regiões, e o avanço no número de vagas em residências médicas.

Segundo Martins, hoje existem 175 cursos de Medicina em todo o Brasil, sendo 71 oferecidos por instituições públicas e 104 por privadas. Outro dado apontado pelo presidente da ABEM é que é semelhante a proporção entre o número de vagas oferecidas em cada região brasileira e o número de habitantes.

A respeito da oferta de vagas para as residências, o quadro se mostra diferente. O sudeste ainda domina, com cerca de 50% das ofertas. Mas todas as regiões possuem instituições com oferta de residências médicas.

Em relação ao COBEM, Milton Martins declarou que o objetivo é "tirar propostas para o futuro. Todas as instituições de ensino superior estão planejando mudanças curriculares. Nosso momento é de avaliação dos currículos. Temos de pensar para aonde devemos mudar. Temos que pensar numa formação mais humanista, ética e socialmente responsável".

Por sua vez, Bruna Ballarotti apresentou alguns pontos que foram temas de discussão e reflexão entre os estudantes de medicina de todo o Brasil, em 2008. Entre os temas, ela abordou a avaliação institucional e lembrou a polêmica do Enade, realizado em 2007, quando grande parte dos estudantes entregou a prova em branco, por não considerar a metodologia de avaliação eficaz.

Outro ponto apresentado por Bruna foi a precarização dos hospitais universitários e a possibilidade de algumas privatizações na área. Para finalizar, a diretora geral da DENEM abordou a avaliação de licenciamento para a atuação do profissional médico, atualmente realizada apenas em São Paulo, pelo Cremesp. Segundo Ballarotti, "o MEC (Ministério da Educação) vem emitindo o diploma como Bacharel em Medicina, e não como Médico. Isso é um ponto preocupante, pois mostra a possibilidade de oficialização de uma prova da Ordem (de Médicos do Brasil)."

Em seguida, foi a vez de Sérgio Rego (ENSP) apresentar uma visão geral dos trabalhos inscritos no COBEM, dos critérios para a seleção e publicação destes na Revista Brasileira de Educação Médica. Segundo o presidente da Comissão Científica do COBEM, o nível dos trabalhos foi alto e "teremos que escolher os melhores trabalhos para publicarmos na Revista, pois infelizmente não há lugar para todos", justifica.

Para finalizar o painel, Maria Luisa Carvalho Soliani fez uma avaliação do número de trabalhos inscritos e destes, quantos estavam relacionados aos temas humanização em diferentes cenários de aprendizagem, relação médico-paciente, comunicação e saúde mental dos estudantes de medicina. Para Soliani, ainda é preciso discutir mais estes temas que hoje estão diretamente ligados à formação do médico para o século XXI.

"É no resgate da relação médico-paciente que se busca a humanização desse profissional. Todo movimento médico hoje, no Brasil e no mundo, é no sentido de colocar essa relação no centro da formação, utilizando a clínica médica para isto", declara.

Solenidade de abertura

Arte e Medicina. O tema norteou a solenidade de abertura que fugiu à convencional mesa de autoridades, e assumiu um formato inovador, valorizando a utilização da arte no processo de atenção ao paciente, bem como na formação médica. Estivarem presentes o Ministro da Educação, Fernando Hadda, o Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Francisco Eduardo Campos, que na ocasião representou o Ministro da Saúde, Madalena Pacífico, Presidente da Associação Européia de Educação Médica e diretora da Faculdade de Medicina de Lisboa, além do Secretário Estadual de Saúde, Jorge Solla, na ocasião representando o Governador Jaques Wagner, além de outras autoridades.

As apresentações artísticas contaram com a participação de médicos e professores de medicina e tiveram, como pano de fundo, a trajetória da história do ensino médico no Brasil, desde 1808, até os dias atuais. Para contar a história, Don João VI e Carlota Joaquina, devidamente representados por atores, interagiram com o público, com as autoridades e com os médicos-artistas.

Na ocasião, também foram celebrada importantes conquistas no setor de saúde no Brasil e no mundo, a exemplo dos 20 anos do Serviço Único de Saúde (SUS) e dos 30 anos da Conferência de Alma Alta, quando se definiu um padrão mundial para os cuidados de saúde.

 

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