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Sexta edição do Fórum CAJU debate relevância da atividade artística na sociedade
Sexta edição do Fórum CAJU debate relevância da atividade artística na sociedade
Encontro tem como propósito promover a saúde mental na juventude soteropolitana.


Arte, cotidiano e (re)existências: faça você mesmo. Com essa temática, o VI Fórum CAJU trouxe este ano discussões acerca da cultura e de como artistas baianos estão utilizando seus trabalhos para lutar por causas sociais. O encontro, idealizado pelo Centro de Atenção às Juventudes (CAJU), aconteceu no dia 29 de agosto, no Campus Cabula da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

O fórum começou ao som do clipe musical “Emicida – AmarElo (Sample: Belchior – Sujeito de Sorte) part. Majur e Pabllo Vittar”, que deu abertura para uma reflexão sobre como o cenário artístico brasileiro influencia na luta por sobrevivência da população. O coordenador do evento e professor de Psicologia da Bahiana, Fábio Giórgio, expôs por que falar de arte é importante na sociedade atual: “Estamos vivendo muitos retrocessos na conjuntura política do Brasil, e a cultura e a arte são essenciais para nos motivar e nos ajudar a expressar o que sentimos. Tudo isso é uma forma de lutar, de existir e resistir, como é a proposta do nosso fórum este ano”.

A Coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas, Luiza Ribeiro, marcou presença na abertura do VI Fórum CAJU e discursou acerca da relevância de estudar e aprender: “Como pedagoga da Bahiana, realizo essa interação entre saúde e educação, e esses jovens que estão aqui são o futuro do nosso país e precisam, cada vez mais, compreender como a educação é a principal ferramenta para a transformação social”.

Diversos palestrantes contemplaram a programação do encontro. A doutoranda em Linguística, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e criadora de conteúdo Lorena Ribeiro apresentou o seu projeto literário “Passos entre Linhas” e explicou como se constitui sua atuação social por meio da literatura: “É muito gratificante participar deste evento, pois esse espaço é uma oportunidade de falar sobre escritores e escritoras negros, que é uma das minhas linhas de trabalho e discutir como a representatividade da cultura negra é essencial nos ambientes acadêmicos e artísticos de Salvador”.

A riqueza educativa da mesa de debate do fórum foi imensa. O escritor e professor baiano Anderson Shon, conhecido como “O poeta crônico”, contou ao público sua trajetória e experiência com a arte independente e declamou sua poesia “Nós merecemos muito mais”, em que manifesta como o os jovens precisam ser valorizados e ter seus diretos respeitados como cidadãos. A mesa de debate também teve a participação do poeta, ator e educador social Carlos Santos Luz, que compartilhou como a arte é uma filosofia de vida e precisa fugir das limitações e expandir com foco em agregar a diversidade presente na sociedade.

Após a roda de debates, o grupo Sem Limites realizou uma performance musical e teatral sobre desigualdade social, racismo e machismo no Brasil. Convidados, como os membros da Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (REPROTAI), jovens aprendizes da Bahiana e alunos da rede pública estiveram na sexta edição do fórum CAJU. O estudante Paulo Araújo, do primeiro ano do Colégio Estadual Governador Roberto Santos, compartilhou a sua visão sobre o encontro: “Eu gostei muito de tudo que assisti aqui hoje. A apresentação artística e a conversa sobre literatura me fizeram refletir bastante sobre o mundo em que vivo”.

Diversos estudantes da Bahiana participaram da organização do evento. O graduando do quarto semestre de Psicologia, Antônio Weber, relatou como esse encontro agrega para a sua formação acadêmica e profissional. “É muito significativo estar como organizador em um fórum como esse, pois aqui o jovem realmente possui um lugar de fala na construção de todo o projeto e isso é engrandecedor”.

O encontro seguiu com oficinas de fanzine, teatro do oprimido, grafite e serigrafia. As oficinas objetivaram o desenvolvimento artístico dos jovens, por meio da criação de obras democráticas e inclusivas. O professor e arte-educador Ives Quaglia, que ministrou a aula de serigrafia, também expôs seus instrumentos musicais durante o dia. Ao final do evento, os jovens pintaram um mural encantador que definiu exatamente a essência do VI Fórum CAJU: um movimento cultural no qual cada um fez a sua própria arte como forma de resistência.


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